Esqueça o tinto: por que o champagne combina com o inverno

Esqueça o tinto: por que o champagne combina com o inverno
Foto: Maison Lallier no Brasil

Sommelier explica como o espumante francês harmoniza com queijos, risotos, carnes e até sobremesas nos dias mais frios

Com a queda das temperaturas, o champagne surge como uma alternativa que foge do óbvio para acompanhar os menus de inverno. Embora tradicionalmente associado às celebrações, o espumante francês também encontra espaço à mesa durante a estação, harmonizando com pratos mais estruturados, queijos maturados e até sobremesas.

Segundo Kennedy Nascimento, sommelier e embaixador da Maison Lallier no Brasil, o clima mais ameno favorece combinações que valorizam tanto a complexidade dos pratos quanto a elegância da bebida. “O inverno convida preparações mais intensas e cremosas, mas isso não significa que seja necessário recorrer apenas a vinhos tintos. Um champagne bem escolhido oferece acidez, textura e frescor suficientes para equilibrar pratos ricos, criando harmonizações muito interessantes”, explica.

Entre os estilos mais versáteis está o champagne brut, cuja acidez marcante, notas de frutas brancas, panificação e mineralidade permitem acompanhar receitas que privilegiam textura e delicadeza. “Um bom exemplo é o Lallier R.020 Brut que traduz muito bem esse perfil mais gastronômico e acompanha com facilidade risotos de parmesão, massas com molhos à base de manteiga, aves assadas e carnes brancas”, comenta Kennedy.

Os queijos também são um excelente parceiro nesse estilo de champagne. “Queijos curados, como parmesão, grana padano e comté, criam um equilíbrio muito interessante com a estrutura de um brut, enquanto sua acidez ajuda a realçar frutos do mar, como ostras, vieiras e camarões grelhados. A efervescência também cria um contraste agradável com preparações fritas leves”, afirma.

Já para pratos de maior intensidade, como pato, cordeiro ou massas com salmão, os champagnes rosés costumam ser uma escolha interessante. “O Lallier Brut Rosé representa bem esse estilo, unindo notas de frutas vermelhas, frescor e estrutura para acompanhar receitas mais marcantes sem perder a elegância”, destaca o especialista.

Segundo Kennedy, a versatilidade dos rosés também permite que a bebida acompanhe diferentes momentos da refeição. “Eles funcionam muito bem desde entradas, como carpaccios, tartares e preparações com salmão, e queijos de massa mole, como brie e camembert. Também harmonizam naturalmente com sobremesas à base de frutas vermelhas, criando uma continuidade entre os aromas da bebida e os sabores da receita”.

Para o sommelier, a principal regra continua sendo buscar equilíbrio entre a intensidade do prato e a estrutura do champagne. “Mais do que seguir regras rígidas, vale observar como a acidez, a textura e os aromas da bebida interagem com os ingredientes. O champagne é muito mais versátil do que muitas pessoas imaginam e pode acompanhar uma refeição completa, da entrada à sobremesa”.

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