Saquê, tequila e cachaça: entenda as diferenças entre três protagonistas da coquetelaria

Saquê, tequila e cachaça: entenda as diferenças entre três protagonistas da coquetelaria
Foto: Boteco São Bento/Grupo Saints

Especialistas explicam as características das bebidas

Embora frequentemente apareçam nas cartas de drinks, saquê, tequila e cachaça pertencem a universos completamente distintos. Cada uma nasce de uma matéria-prima específica, segue processos de produção próprios e representa a cultura de seu país de origem.No Boteco São Bento Santo André, conhecer essas diferenças faz parte da experiência oferecida aos clientes. Para o mixologista Laércio Zulu, compreender a origem de cada bebida é o primeiro passo para apreciá-la.

“O saquê conquistou um espaço importante no mercado brasileiro. É uma bebida versátil e, por apresentar uma percepção alcoólica mais suave, agrada consumidores de diferentes perfis. Apesar disso, ainda existe uma confusão muito comum: o saquê não é um destilado, e sim uma bebida fermentada produzida a partir do arroz”, explica Zulu.

A tequila, por sua vez, é um destilado mexicano produzido exclusivamente a partir da agave-azul. Ao longo das últimas décadas, deixou de ser associada apenas aos tradicionais shots para conquistar espaço na alta coquetelaria e na gastronomia.”A tequila é um dos destilados mais emblemáticos das Américas e conquistou respeito no mundo inteiro. Ela também deu origem a um dos grandes clássicos da coquetelaria: a Margarita. Um coquetel que atravessou o cinema, a literatura e a cultura popular e que, até hoje, é referência quando falamos em boa gastronomia e grandes bares. Quem aprecia uma boa experiência à mesa sabe o valor de uma Margarita bem executada”, frisa o mixologista.

Já a cachaça é o destilado autóctone do Brasil. Produzida a partir da fermentação e destilação do caldo fresco da cana-de-açúcar, ela apresenta uma das maiores diversidades de estilos do mundo, especialmente pela variedade de madeiras brasileiras utilizadas em seu envelhecimento.”A cachaça traduz a identidade do Brasil em forma de destilado. A diversidade de madeiras utilizadas no envelhecimento cria uma riqueza de aromas e sabores que poucos países possuem. É uma bebida que vai muito além da caipirinha e que hoje ocupa um lugar de destaque na coquetelaria e na gastronomia”, enfatiza Zulu.

Para Ronaldo Camelo, sócio-diretor do Grupo Saints, responsável pelo Boteco São Bento Santo André, o interesse do público por destilados acompanha uma mudança no comportamento do consumidor.”Hoje as pessoas não procuram apenas um bom drink. Elas querem entender a origem da bebida, conhecer seu processo de produção e descobrir a história que existe por trás de cada rótulo. Isso transforma o consumo em uma experiência muito mais rica”.

Segundo Camelo, a carta de drinks do Boteco São Bento Santo André acompanha esse movimento ao reunir clássicos da coquetelaria e criações autorais que valorizam as características de diferentes destilados.

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